Cerimônia de homenagem aos pais
“PAI: O AMOR QUE APRENDE A CAMINHAR CONOSCO”
Boa noite a todos!
Hoje estamos aqui para comemorar o Dia dos
Pais. E talvez Deus tenha um senso de humor maravilhoso... Porque ninguém
recebe um manual de instruções.
O filho nasce...
E o pai pensa: "E agora? O que eu
faço?" Troca fralda, aprende a dar banho, tenta fazer a criança dormir...
E quando finalmente consegue fazê-la dormir... ela acorda! (pausa para
risos)
E assim começa a vida de um pai.
1. A NOTÍCIA QUE MUDA TUDO
Tudo começa, muitas vezes, com uma frase:
“Amor... preciso contar uma coisa.”
E, naquele instante, o coração acelera. Pode
existir medo. Pode existir preocupação. Pode existir a pergunta: "Será que
vou conseguir?"
Mas, pouco a pouco, aquela pequena notícia começa a transformar um homem.Ele ainda não conhece o rosto. Ainda não ouviu a voz. Ainda não segurou aquela criança nos braços. Mas já começou a amar.
A Bíblia nos ensina:
“Os filhos são herança do Senhor.”
— Salmos 127:3”
E talvez seja exatamente isso. Um filho não chega para pertencer ao pai. Ele chega como um presente confiado às suas mãos.
2. O DIA DO NASCIMENTO
Então chega o grande dia.
O nascimento.
E quando aquele bebê finalmente aparece... há
homens que choram. Alguns choram muito. Outros dizem: "Não estou chorando,
caiu alguma coisa no meu olho." (pausa para risos)
Mas todos sabemos a verdade. Naquele momento,
nasce uma criança... e nasce também um pai. E aquele pequeno ser, que mal
consegue levantar a cabeça, passa a comandar a casa inteira.
O pai escolhe o horário de dormir?
Não.
A criança
escolhe.
O pai escolhe o restaurante?
Não.
A criança
escolhe.
O pai escolhe o filme?
Muito menos!
(pausa)
E o homem que antes dizia:
"Na minha casa quem manda sou eu!"
descobre que, na verdade... quem manda é uma criança segurando um brinquedo. (risos)
3. A INFÂNCIA
E os anos passam.
Vêm os primeiros passos.
As primeiras palavras.
O primeiro dia na escola.
O primeiro tombo. A primeira febre.
A primeira apresentação. E lá está o pai. Às
vezes preocupado.
Às vezes cansado.
Às vezes sem saber exatamente o que fazer.
Mas sempre tentando.
Porque pai também erra. Pai também tem medo.
Pai também se cansa. Pai também não sabe todas as respostas. Mas existe uma
coisa que muitos pais sabem fazer muito bem: estar presente quando realmente
importa.
Talvez por isso a frase de Aristóteles faça
tanto sentido:
“A excelência não é um ato, mas um hábito.” Ser pai não é fazer uma grande coisa uma única vez. É estar ali.Nas pequenas coisas.
4. A ADOLESCÊNCIA
Mas então... chega a adolescência.
E Deus nos prova que todo pai precisa
desenvolver duas habilidades:
paciência e audição seletiva.
Porque o filho diz:
"Pai, já estou chegando!"
E o pai sabe que isso pode significar
qualquer coisa entre cinco minutos e três horas. (risos)
O filho cresce.
Começa a ter opiniões.
Quer liberdade.
Quer fazer tudo sozinho.
E aquele menino ou aquela menina que um dia
segurava a mão do pai para atravessar a rua... agora diz: "Pai, eu sei o
que estou fazendo!"
E o pai pensa: "Meu Deus... eu lembro quando você não sabia nem amarrar o próprio sapato." (pausa). Mas é justamente aí que o pai precisa aprender uma das lições mais difíceis do amor: amar também é saber soltar.
5. O FILHO ADULTO
Então chega o dia em que os filhos crescem.
Vão estudar.
Trabalhar.
Viajar.
Casar.
Constroem suas próprias famílias.
E aquela casa que um dia era cheia de
brinquedos, vozes, bagunça e correria...
fica silenciosa. Talvez seja nesse momento que o pai perceba: o tempo passou depressa demais. E talvez ele olhe para o filho adulto e ainda enxergue aquele bebê que segurou pela primeira vez. Porque para um pai... um filho pode ter 5, 20, 40 ou 60 anos. Ele continuará sendo filho.
6. OS FILHOS QUE PARTIRAM
Mas hoje também precisamos falar daqueles
pais que carregam uma saudade que não cabe em palavras.
Pais que perderam filhos.
Alguns perderam ainda antes de poder
segurá-los nos braços.
Outros tiveram anos, fotografias, histórias,
abraços... e depois tiveram que aprender a continuar vivendo com uma ausência.
Para esses pais, hoje não deve ser apenas uma celebração. Pode ser também um
momento de saudade. E não precisamos esconder essa saudade. Porque o amor não
termina quando a presença termina. Há pessoas que continuam vivendo em nós
através da memória.
E talvez seja por isso que Santo Agostinho
escreveu: “Aqueles que amamos não podem morrer, porque o amor não morre.” (pausa
de alguns segundos).
Que hoje todo pai que carrega uma saudade no coração possa sentir que essa história também merece ser lembrada.
7. O PAI QUE SOMOS E O PAI QUE TENTAMOS SER
E existe ainda uma reflexão importante. Nem
todo pai foi perfeito. Alguns foram mais carinhosos. Outros foram mais rígidos.
Alguns souberam dizer “eu te amo”. Outros demonstraram amor trabalhando,
protegendo, cuidando, sacrificando-se. Porque existem pais que nunca disseram:
“Eu te amo.”
Mas disseram:
"Já comeu?"
"Pegou as coisas da escola?."
"Me avisa quando chegar."
"Eu vou buscar você."
"Quanto você precisa?"
E, às vezes... “Eu não gostei desse
namorado.” (risos)
Cada pai encontra seu próprio jeito de dizer: “Eu amo você.”
8. O AMOR DE PAI
A Bíblia nos lembra:
“Como um pai se
compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem.”
— Salmos 103:13
Talvez porque o amor de pai seja uma pequena imagem do amor que Deus deseja nos ensinar. Um amor que protege. Que orienta. Que perdoa. Que corrige. Que espera. Que sofre em silêncio. Que comemora as vitórias dos filhos como se fossem suas. E que, mesmo quando o filho vai embora... continua deixando uma luz acesa.
MOMENTO FINAL
Talvez vocês não tenham acertado sempre.
Talvez tenham cometido erros.
Talvez tenham trabalhado demais. Talvez
tenham sido duros demais em alguns momentos.
Mas se existe amor... ainda existe uma
história para continuar escrevendo. Porque ser pai não termina quando o filho
cresce.
Não termina quando ele se casa.
Não termina quando ele sai de casa.
E nem termina quando a distância aparece.
Ser pai é amar alguém para sempre, mesmo
quando a vida muda a maneira de amar.
Hoje celebramos o pai que ensinou a andar...
o pai que ensinou a cair e levantar... o pai que segurou a bicicleta... o pai
que esperou acordado... o pai que pagou contas preocupado... o pai que fez
brincadeiras ruins e contou as mesmas histórias mil vezes... (sorriso)
o pai que talvez tenha escondido uma
lágrima... o pai que envelheceu enquanto via os filhos crescerem... e também
aquele pai que já não está aqui... mas continua presente em cada conselho, em
cada lembrança e em cada gesto que os filhos aprenderam com ele.
Porque, no fim... um pai não deixa apenas
filhos no mundo.
Ele deixa marcas.
Deixa ensinamentos.
Deixa histórias. Deixa valores.
E, acima de tudo... deixa amor.
Talvez seja por isso que a verdadeira herança
de um pai não esteja naquilo que ele entrega nas mãos dos filhos... mas naquilo
que ele coloca dentro do coração deles. (pausa)
E se hoje pudéssemos resumir a paternidade em
uma única frase, talvez fosse esta:
“Pai é aquele que, mesmo quando solta a nossa mão, nunca solta o nosso coração.”
Feliz Dia dos Pais!
Cristina - Digna Matriarca 2026